Abstract
O artigo procura discutir o estatuto da fotografia por contraposição ao filme na pesquisa etnográfica. Etienne Samain publicou recentemente um livro com o título: “Como pensam as imagens” (2012). Segundo este autor, imagens entram em comunicação e dialogam entre si. Por outro lado, creio que fotografias “fazem falar”, apesar de seu silêncio. Diferentemente do vídeo ou filme etnográfico, que vem sendo cada vez mais utilizado em pesquisas, as fotos permanecem mudas. Talvez por isso mesmo as fotografias venham sendo menos utilizadas do que os filmes na antropologia, que permanece, como dizia Mead nos anos 70, uma disciplina de palavras. Procuro retomar no texto uma experiência recente com alunos de graduação em Ciências Sociais: um curso, por mim ministrado, em que a fotografia se coloca como um excelente elemento para discutir a etnografia e as metodologias de pesquisa na antropologia, assim como diferentes escolas teóricas na disciplina. Apresento, por fim um conjunto de fotos captadas recentemente e convido o leitor a debruçar seu olhar sobre elas.
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Novaes, S. C. (2014). O silêncio eloquente das imagens fotográficas e sua importância na etnografia. Cadernos de Arte e Antropologia, (Vol. 3, No 2), 57–67. https://doi.org/10.4000/cadernosaa.245
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