Abstract
Investigamos sessenta e três narrativas de mães publicadas no livro “Histórias de amor na perda gestacional e neonatal” (2016). Nosso objetivo é mostrar que as estratégias de luta dessas mães são similares as de tantos outros movimentos sociais identitários. Em comum, a ideia de que um sofrimento contingente permite a construção de identidade. No caso das mães de perda gestacional e neonatal, para além da morte de seus bebês, há um sofrimento causado por aqueles que não atribuem ao filho morto o status de Pessoa, não reconhecendo a dor da perda. Em contrapartida, as mães vêm a público testemunhar a existência do filho, reivindicar a condição de mães e lutar por políticas públicas que minimizem os danos causados por aqueles que não consideram seu sofrimento.
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Melo, C. T. V. de, & Vaz, P. R. G. (2019). Perda gestacional e neonatal, um sofrimento como outro qualquer. MATRIZes, 13(2), 91–112. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v13i2p91-112
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