Abstract
Este artigo busca compreender a interseccionalidade como meio para a implementação do modelo social da deficiência. Trazida pelo feminismo negro, o termo trata de diversas e imbricadas formas de opressão sofridas por grupos vulneráveis. O modelo social da deficiência quebrou o paradigma do modelo médico, afirmando, por meio da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, o protagonismo desse grupo. Incluir é a palavra de ordem para o novo modelo. O problema de pesquisa fixa-se na análise da possibilidade de compreensão do modelo social da deficiência sem a utilização da interseccionalidade como ferramenta de análise das situações nas quais a pessoas com deficiência são embarreiradas no gozo de seus direitos. A interseccionalidade torna-se meio indispensável para os estudos da deficiência, tendo em vista que aproximadamente 17% da população mundial tem algum tipo de deficiência. Gênero, raça, classe social e outros marcadores sociais não podem ser analisados separadamente quando se trata de pessoas com deficiência. A pesquisa tem sua base teórica nas autoras Débora Diniz, Heleieth Saffioti e Kimberlé Crenshaw. Por meio de pesquisa bibliográfica e utilizando-se do materialismo histórico-dialético, conclui-se que o modelo social da deficiência, que reconhece o direito à inclusão plena, apenas poderá ser implementado em sua totalidade, se houver uma mudança nas estruturas sociais e na elaboração de políticas públicas que tenham um viés interseccional.
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Arantes, M. L., & Bussinguer, E. C. de A. (2024). A interseccionalidade como meio para a compreensão do modelo social da deficiência. OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA, 22(1), 2414–2433. https://doi.org/10.55905/oelv22n1-126
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