Abstract
O racismo evidencia-se como maléfico para a população negra e quando combinado com gênero resulta nas mulheres negras que têm suas vidas condicionadas por estes fatores – raça e gênero –, construindo o espaço geográfico e estabelecendo territórios de forma diferenciada do restante dos grupos sociais. Neste sentido, o presente ensaio teórico objetiva explanar a respeito das potencialidades que a Geografia possui na investigação da realidade vivenciada pelas mulheres negras, para tanto, utiliza-se a categoria Território como norteadora do estudo e a cultura Hip Hop – especificamente o elemento rap – como forma de observar e analisar a materialização das mulheres negras no espaço geográfico. Deste modo, o tema da pesquisa são as mulheres negras, relacionando-as ao racismo, ao gênero, ao território e ao Hip Hop. O Hip Hop é uma cultura com grande potencial para a luta dessas mulheres negras por equidade e elas precisam explorá-lo a fim de afirmar sua identidade, denunciar as situações vivenciadas e reivindicar suas pautas, além disso, as Geografias Feministas e de Gênero possuem inúmeras contribuições no entendimento das espacialidades das mulheres negras. Por meio desta pesquisa, espera-se contribuir para o aumento das discussões relacionadas ao racismo e ao gênero interligados, para o fomento de outras pesquisas que investiguem essa temática na ciência geográfica e para maior visibilidade ao Hip Hop e às mulheres negras inseridas nessa realidade.
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Dos Santos Marques, A. C., & Lopes Fonseca, R. (2020). A construção de territórios por mulheres negras por meio do hip hop: Aproximações teóricas. Geografia Em Atos (Online), 1(16), 20–44. https://doi.org/10.35416/geoatos.v1i16.7286
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