Abstract
Esse artigo diz respeito às regiões de acumulação capitalista, historicamente concebidas e continuamente construídas pelo Estado brasileiro e por empresas de mineração e metalurgia, no Sudeste e Norte do Brasil. Essas regiões se constituíram com base no caráter “desenvolvimentista” dos governos nacionais e pela existência de riquezas minerais demandadas pelo mercado internacional. O objetivo foi analisar os papéis dos governos, dos agentes estatais e das empresas no esforço de inserção do local/regional na economia mundial, sem seguirem, entretanto, as normas das regulações ambientais, resultando na criação de “regiões de riscos ambientais” e na ocorrência de desastres. Os exemplos das regiões onde ocorreram os recentes desastres com barragens de rejeito das empresas Alunorte e da Samarco refletem como os desastres ambientais estão associados ao modo desregulado de criação de regiões econômicas mínero-metalúrgicas no Brasil.
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Coelho, M. C. N., Wanderley, L. J., Garcia, T. C., & Barbosa, E. J. da S. (2017). Regiões econômicas mínero-metalúrgicas e os riscos de desastres ambientais das barragens de rejeito no Brasil. Revista Da ANPEGE, 13(20), 83–108. https://doi.org/10.5418/ra2017.1320.0005
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