Abstract
Objetivo: verificar a adesão ao tratamento antirretroviral e a supressão viral, segundo variáveis demográficas, clínicas e laboratoriais em pacientes atendidos no ambulatório de HIV/AIS do Hospital de Clínicas da Unicamp em 2016. Método: estudo transversal sobre o perfil demográfico, epidemiológico e clínico dos pacientes atendidos no Ambulatório de Infectologia no Hospital Dia da Universidade Estadual de Campinas para avaliar a adesão ao tratamento antirretroviral e eventuais eventos adversos registrados no ano de 2016. Resultados: dos 339 prontuários amostrados de Pessoas Vivendo com HIV e aids (PVHA), 278 (82,0%) com uso regular de antirretrovirais e 293 (86,4%) com carga viral indetectável (<40 cópias/mL). No modelo logístico múltiplo a idade, intercorrências clínicas e efeitos colaterais de medicamentos foram associados à menor adesão à tratamento antirretroviral. A supressão viral foi maior entre os homens, com mais idade e menor tempo de diagnóstico; e menos frequente nos pacientes com intercorrências clínicas e efeitos adversos da medicação. Conclusão: uma maior integração entre serviços de saúde pode facilitar a aderência de PVHA sem seguimento clínico. O manejo clínico de complicações e eventos adversos de medicamentos são relevantes para a adesão ao tratamento e à supressão viral em pacientes que frequentam os serviços.
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Melo, M. C. de, Polillo Filho, F. E., Moreno, F. F., Bühl, C. N., & Donalisio, M. R. (2021). Adesão ao tratamento antirretroviral e supressão viral entre pacientes do Hospital de Clínicas da Unicamp: buscando a meta UNAIDS 90-90-90. Research, Society and Development, 10(13), e395101321428. https://doi.org/10.33448/rsd-v10i13.21428
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