Considerações finais

  • Almeida J
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Abstract

A Baía da Babitonga, na condição de ecossistema de extrema importância econômica e ecológica, evidencia, no que tange a parâmetros físico-químicos, condições de normalidade. Os metais pesados observados em praticamente todos os pontos, compartimentos (água, sedimento e organismo) e estações, especialmente no caso daqueles que estão acima dos limites permitidos pela legislação ambiental, demonstram que existe a biodisponibilidade destes contaminantes neste ambiente, nos dois lados do aterro do Canal do Linguado. Nota-se ainda que existe uma tendência geral de aumento das concentrações nas regiões da foz dos rios Cachoeira e Cubatão e no canal principal da Baía da Babitonga. Observa-se ainda que, na sua grande maioria, os organismos existentes na Baía da Babitonga e Barra do Sul, tais como peixes, moluscos e crustáceos, atendem os limites de legislação para consumo humano, no que se refere a metais no músculo; no entanto, é importante ressaltar que o poder cumulativo dos metais pesados representa risco a saúde das populações, mesmo quando expostas a baixas concentrações, porém em períodos longos de exposição. No que se refere a coliformes fecais, a situação da Baía é crítica, pois foram constatados valores muito acima do permitido em diversos pontos. A biodisponibilidade dos contaminantes detectada na Baía, associada às altas taxas de coliformes fecais, está relacionada à carência de sistemas de tratamento de efluentes, tanto domésticos quanto industriais, e intensificada pelos processos de ressuspensão de sedimentos contaminados existentes no fundo da Baía, oriundos especialmente das constantes dragagens do porto de São Francisco do Sul. Observa-se que grande parte dos metais pesados analisados nesse estudo, quando despejados no ambiente, tem facilidade e rapidez de formar hidróxidos, até mesmo pelo pH e pela salinidade das águas da Baía da Babitonga e Barra do Sul. Este fator explica a

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Almeida, J. P. de. (2008). Considerações finais. In A extinção do arco-íris: ecologia e história (pp. 57–57). Centro Edelstein. https://doi.org/10.7476/9788599662694.0010

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