Abstract
Neste artigo, discute-se a relação entre bullying e desengajamentos morais. Numa investigação com 2600 adolescentes de 14 a 16 anos, buscou-se verificar seu envolvimento em situações de bullying, suas crenças de autoeficácia quanto ao desempenho acadêmico e os possíveis desengajamentos morais demonstrados por eles. Encontrou-se uma correspondência entre ser agressor de bullying e a “desumanização da vítima”. A participação no bullying como autores, vítimas e espectadores também se associou a “culpabilização da vítima” demonstrando o perfil de alvos de bullying frágeis e com pouco valor. Encontrou-se também uma correspondência entre “bom ou muito bom” aluno e menor desengajamento moral, ao comparar-se as crenças de autoeficácia acadêmica e desengajamentos morais. Os resultados deste estudo possibilitaram a compreensão dos mecanismos psicológicos presentes no bullying, a fim de que a escola possa repensar as intervenções e prevenções que realiza para que a convivência seja um valor.
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Tognetta, L., Avilés, J. M., Rosário, P., & Alonso, N. (2015). Desengajamentos morais, autoeficácia e bullying: a trama da convivência || Moral disengagement, self-efficacy and bullying: the framework of coexistence studies. Revista de Estudios e Investigación En Psicología y Educación, 2(1), 30–34. https://doi.org/10.17979/reipe.2015.2.1.714
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