Abstract
O presente ensaio é uma reflexão a partir de algumas experiências de pesquisa em saúde com abordagem cartográfica e registros em diário de campo. Mais do que um mero instrumento de registro, o diário cartográfico é um material empírico multimeios, multilínguas, multivozes e, especialmente, multitempos, narrativa coletiva das afetabilidades, ferramenta singular-coletiva produzida no encontro. Registrar uma pesquisa cartográfica é adentrar uma dimensão temporal, um agir intuitivo que atualiza o passado porque é escrita “de dentro” dos encontros, e inclui as vozes dos sujeitos. Na cartografia a presença do narrador no texto não é viés, mas condição, havendo diferentes modos de entrada, de coautoria narrativa ou vistas dos pontos de vista. Utiliza-se de qualquer variação de qualquer dos três modos discursivos principais para se citar o outro: o discurso direto, o indireto ou o indireto livre, mas especialmente este último, porque possibilita uma máxima interferência de discurso.
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CITATION STYLE
Slomp Junior, H., Merhy, E. E., Rocha, M. M., Baduy, R. S., Seixas, C. T., Bortoletto, M. S. S., & Cruz, K. T. da. (2020). Contribuições para uma política de escritura em saúde: o diário cartográfico como ferramenta de pesquisa. Athenea Digital. Revista de Pensamiento e Investigación Social, 20(3). https://doi.org/10.5565/rev/athenea.2617
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