Abstract
A seletividade alimentar é um comportamento alimentar comum na infância, caracterizado pela tríade recusa, desinteresse e resistência à alimentação. Esses fatores podem impactar negativamente na ingestão de nutrientes da dieta, contribuindo para alterações do estado nutricional infantil. Dessa forma, o presente estudo buscou evidenciar, mediante uma revisão narrativa de literatura, as consequências do comportamento alimentar seletivo para o estado nutricional de crianças saudáveis. Realizou-se, para tanto, uma busca por estudos originais nas bases de dados Cochrane Library, Embase, MEDLINE/PubMed e Web of Science. Foram identificados 216 estudos sobre a temática; após leitura e remoção de duplicatas, esses resultaram em uma amostra de 10 artigos que compõem o presente trabalho. Através da interpretação, análise e síntese dos achados provenientes do levantamento bibliográfico, pôde-se observar de forma unânime que todos os trabalhos detectaram menor ingestão de frutas e vegetais, assim como de micronutrientes por crianças seletivas. Dos dez estudos analisados, sete demonstraram associação positiva entre o comportamento alimentar seletivo e menores valores de peso, estatura e IMC em crianças. A grande divergência quanto às metodologias empregadas para identificação e classificação da seletividade, bem como, a inexistência – até o momento – de uma definição universalmente aceita de classificação para este comportamento alimentar, são barreiras a serem enfrentadas. Estes são aspectos que tornam mais pesquisas necessárias a fim de possibilitar investigações mais profundas acerca da temática e da associação entre os fatores analisados.
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Santana, P. da S., & Alves, T. C. H. S. (2022). Consequências da seletividade alimentar para o estado nutricional na infância: uma revisão narrativa. Research, Society and Development, 11(1), e52511125248. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i1.25248
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