Abstract
s reflexões sobre a categoria do tempo têm despertado ultima-mente o interesse de vários setores, desde os acadêmicos até aqueles preocupados em explicar a problemática do tempo re-lacionado à vida cotidiana. Certamente, a preocupação com o tempo não é recente para o homem, remontando à filosofia antiga, desde os hebreus passando pelos gregos, pela filosofia cristã, pela filosofia mo-derna até os dias atuais. A teoria científica do tempo e a teoria filosófica do tempo têm sido objeto de reflexões por muitos cientistas e filósofos. No entanto, o que mais tem se manifestado como campo de interesse atualmente, por amplos setores, é o modo como o tempo está sendo vivido no atual mo-mento histórico (que constituiriam os elementos culturais e sociais do conceito de tempo). Nas ciências e nos conceitos propostos antes de Kant (1724-1804), o espaço teve um papel preponderante, sendo que o tempo estava determinado pelo espaço e a ele subordinado. Leibniz (1646-1716), por exemplo, sustentava que assim como o espaço é uma or-dem de coexistências, o tempo é uma ordem de sucessões que fluem de modo uniforme. Kant critica Leibniz ao desenvolver uma doutri-na do tempo na Crítica da Razão Pura, negando que o tempo seja um conceito empírico derivado da experiência, sendo, portanto, uma representação necessária que subjaz em todas as nossas experiências, ou seja, uma forma de intuição a priori. O problema do inatismo
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Noronha, O. M. (2003). Quanto tempo o tempo tem! Educação & Sociedade, 24(85), 1415–1418. https://doi.org/10.1590/s0101-73302003000400019
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