Abstract
Este ensaio propõe pensar o bolsonarismo enquanto fenômeno sociotécnico, definido menos por um conteúdo ou base social fixado que por uma dinâmica circular de mobilização performativa de demandas latentes , orientada por métricas em tempo real . Sob essa perspectiva, agência e processo decisório não pertencem a atores específicos, mas são propriedades emergentes do sistema sociotécnico global por e le s formado. Sugiro que os múltiplos segmentos que entram em ressonância para formar o bolsonarismo compartilham uma dinâmica cibernética comum, que se caracteriza por introduzir, na esfera pública, bifurcações de viés antiestrutural.
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Cesarino, L. (2022). Bolsonarismo sem Bolsonaro? Públicos antiestruturais na nova fronteira cibernética. Revista Do Instituto de Estudos Brasileiros, 162–188. https://doi.org/10.11606/issn.2316-901x.v1i82p162-188
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