REGIONALIZAÇÃO DE VARIÁVEIS GEOMORFOMÉTRICAS PARA O MAPEAMENTO DOS DOMÍNIOS MORFOESTRUTURAIS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ITAJAÍ-AÇU (SC)

  • Gerente J
  • Valeriano M
  • Moreira E
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Abstract

O mapeamento do relevo pode ser útil para diversas aplicações tais como zoneamentos territoriais e ecológico-econômicos, mapeamentos de risco a desastres naturais, estudos geológicos, biológicos e outros. Realizado na década de 1970, o primeiro mapeamento geomorfológico sistemático nacional é o RADAMBRASIL, cuja metodologia se baseia na interpretação visual do relevo sombreado obtido por RADAR. No contexto tecnológico atual, dispomos de modelos digitais de elevação (MDE) e de seus derivados em cobertura global para a caracterização do relevo, mas ainda pouco explorados para revisão e aprimoramento dos mapeamentos consolidados.O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma metodologia de classificação de padrões do relevo da bacia do rio Itajaí-Açu (SC) por meio da análise regional de dados geomorfométricos. A escala de análise deste trabalho é compatível com o primeiro táxon do mapeamento geomorfológico do RADAMBRASIL, aqui usado como referência para avaliação dos resultados. A partir de observações sobre o MDE e o mapeamento de referência, foram experimentadas diferentes variáveis geomorfométricas e técnicas de processamento para a classificação de cada padrão de relevo observado. No caso das planícies, a altura foi a variável de melhor desempenho na delimitação direta pela aplicação de um limiar máximo, embora outras variáveis (amplitude, curvatura e declividade) também apresentassem padrões singulares para esta classe de terreno. Para o mapeamento das classes de terrenos cristalinos e terrenos sedimentares fanerozóicos, segmentos gerados por meio da declividade e da dissecação vertical foram classificados por meio de agrupamento baseado na análise das modas de intervalos de declividade.Os padrões classificados refletiram a disposição geral de classes presentes no mapeamento RADAMBRASIL com correspondência em relação às classes mapeadas superior a 80%. A utilização de descritores geomorfométricos derivados de MDE para a delimitação dos compartimentos morfoestruturais da bacia do rio Itajaí-Açu foi considerada uma abordagem interessante pela flexibilidade quanto à caracterização de diferentes aspectos do relevo e assim adaptável a diferentes condições de terreno e escalas de mapeamento. Longe de constituir uma metodologia invariável, a abordagem geomorfométrica requer a experimentação de amplo conjunto de critérios e procedimentos para a definição dos métodos mais adequados às características da área de interesse.

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Gerente, J., Valeriano, M. de M., & Moreira, E. P. (2018). REGIONALIZAÇÃO DE VARIÁVEIS GEOMORFOMÉTRICAS PARA O MAPEAMENTO DOS DOMÍNIOS MORFOESTRUTURAIS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ITAJAÍ-AÇU (SC). Revista Brasileira de Geomorfologia, 19(3). https://doi.org/10.20502/rbg.v19i3.1387

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