Práticas parentais coercitivas e as repercussões nos problemas de comportamento dos filhos

  • Bortolini M
  • Andretta I
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Abstract

Práticas educacionais parentais são estratégias utilizadas pelos pais para educar os filhos segundo as próprias considerações. Podem ser divididas em práticas parentais coercitivas e não coercitivas; as primeiras são caracterizadas pelo uso de estímulos aversivos, propiciando o desenvolvimento de problemas de comportamento, essencialmente problemas de comportamento externalizantes, e as segundas caracterizam-se pelo uso de reforçadores positivos. A associação entre práticas parentais coercitivas com problemas de externalização nas crianças é frequentemente referida na literatura. O objetivo do presente estudo foi analisar a relação entre o uso de práticas educacionais coercitivas e as repercussões dessas nos problemas de comportamento dos filhos, além de analisar a utilização do Treinamento de Pais como meio de reeducar a maneira dos pais de interagir com seus filhos sem o uso de métodos punitivos e os benefícios deste uso. Realizou-se uma investigação a partir de dois estudos de caso com enfoque qualitativo. Em ambos os estudos de caso verificou-se a presença de problemas de comportamentos externalizantes nos filhos que sofriam do uso de práticas parentais coercitivas. Constataram-se algumas dificuldades de adesão dos cuidadores às técnicas que contemplam o Treinamento de Pais, bem como resultados positivos na relação e nos comportamentos dos filhos com seus pais quando estes utilizaram as técnicas. Considera-se importante o uso de práticas parentais não coercitivas como meio de proteção ao desenvolvimento de crianças que futuramente estarão inseridas na sociedade com comportamentos mais humanitários a partir de aprendizagens mais saudáveis e positivas com seus pais.

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Bortolini, M., & Andretta, I. (2017). Práticas parentais coercitivas e as repercussões nos problemas de comportamento dos filhos. Psicologia Argumento, 31(73). https://doi.org/10.7213/rpa.v31i73.20175

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