Abstract
A visibilidade atual das mulheres quilombolas é o ponto de partida deste artigo que pergunta sobre os modos femininos de fazer política, especialmente a dimensão antirracista dessas ações. O recorte temporal parte do final de 1980, quando foi criado o direito territorial para as comunidades remanescentes de quilombo. O trabalho focaliza práticas de quilombolas do Rio de Janeiro que, ao transmitirem saberes, fortalecem os laços entre as pessoas e os territórios onde vivem. Essas ações, compreendidas como territórios de afetos, ampliam espaços de subjetivação por meio dos deslocamentos de sentimentos provocados pelos dispositivos racistas, sexistas e classistas que incidem sobre seus corpos e territórios.
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Almeida, M. (2021). Território de afetos: práticas femininas antirracistas nos quilombos contemporâneos do Rio de Janeiro. História Oral, 24(2), 293–309. https://doi.org/10.51880/ho.v24i2.1209
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