Abstract
Este artigo relaciona as posições periféricas da mulher e da criança no campo científico e as atuais dificuldades epistemológicas colocadas à emancipação da infância como categoria sociológica conceitualmente autônoma. Essas dificuldades são similares às resistências com que se depararam, tempos atrás, os "estudos feministas" para estabelecer o gênero como uma nova categoria de análise. A infância é uma construção social atravessada pelas relações assimétricas de poder e ação entre as gerações na sociedade e, no campo científico, pela perspectiva adultocêntrica e predominantemente masculina (androcêntrica) do conhecimento.This article relates the peripheral positions of woman and child in the scientific field and the current epistemological difficulties towards the emancipation of childhood as a conceptually autonomous sociological category. These difficulties are similar to the resistance encountered some years ago by "feminist studies" to establish gender as a new category of analysis. Childhood is a phenomenon permeated, in the social field, by asymmetric relations of power and action between generations and, in the scientific field, by the adult-focused and predominantly masculine (androcentric) perspective of knowledge.
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Marchi, R. de C. (2011). Gênero, infância e relações de poder: interrogações epistemológicas. Cadernos Pagu, (37), 387–406. https://doi.org/10.1590/s0104-83332011000200016
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