Abstract
Objetivo. Investigar o impacto do uso combinado de mamógrafos fixos e móveis para racionalizar a gestão dos programas de rastreamento do câncer de mama, a fim de ampliar a cobertura à população. Métodos . Realizou-se um estudo observacional utilizando um modelo computacional baseado em agentes. O modelo foi utilizado para simular a cobertura por rastreamento do câncer de mama na região serrana do Rio de Janeiro, Brasil, onde existem 22 mamógrafos fixos instalados. Foram estimados o número e a distribuição de mamógrafos fixos e móveis e o número de exames por dia necessário para alcançar uma cobertura de 100% e uma cobertura de 60% da população da região no biênio 2015-2016. Resultados. Para o período de 2 anos, determinou-se que a cobertura de 60% da população seria alcançada com oito mamógrafos, cinco fixos e três móveis. Para um cenário onde 100% da população elegível faria o exame, haveria necessidade de sete mamógrafos fixos e quatro mamógrafos móveis, totalizando 11 equipamentos na região serrana. A cobertura real de mamografia na região para o biênio 2015-2016 foi de 36,4%, com 22 mamógrafos realizando quatro exames por dia. Conclusões. A simulação mostrou que seria possível reduzir pela metade o número de equipamentos existentes na região estudada, garantindo 100% de cobertura. O uso de um maior número de mamógrafos móveis facilitaria o acesso da população nos municípios sem mamógrafos e em áreas rurais.
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Cunha, G. N. da, Vianna, C. M. de M., Mosegui, G. B. G., Silva, M. P. R. da, & Jardim, F. N. (2018). Rastreamento do câncer de mama: modelo de melhoria do acesso pelo uso de mamógrafos móveis. Revista Panamericana de Salud Pública, 43, 1. https://doi.org/10.26633/rpsp.2019.19
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