Abstract
Objetivo: Elucidar as razões que motivaram o não comparecimento dos usuários às consultas odontológicas agendadas na Unidade de Saúde da Família Verdes Mares, bem como investigar se outros fatores estariam influenciando este comportamento, configurando-se como barreiras ao acesso. Material e Métodos: A população estudada constou de 72 usuários que faltaram a, pelo menos, uma consulta no período de março a junho de 2010. Os dados foram coletados em domicílio a partir de entrevistas semi-estruturadas. Resultado: Cerca de 62,5% eram do sexo feminino; 38,9% no grupo etário de 31 a 59 anos; 45,4% possuíam rendimento familiar mensal de até um salário mínimo e, 62,5%, até 8 anos de estudo. Apesar de 40,3% terem avaliado sua saúde bucal positivamente e 87,5% apresentarem baixo impacto bucal na qualidade de vida, 70,8% relataram necessidade de tratamento. O esquecimento foi o motivo mais citado para a ausência à consulta agendada, seguido pela desistência e pela impossibilidade de ser acompanhado pelos pais ou responsável legal. Conclusão: Neste contexto, mister se faz promover condições adequadas de atendimento, assim como repensar o sistema de agendamento utilizado, a fim de evitar desistências e reduzir o tempo de espera pela consulta. Sugere-se ainda sensibilizar os usuários quanto aos seus deveres de co-responsabilização frente ao cuidado de sua saúde e a de seus filhos.
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Melo, A. C. B. V. de. (2011). Acessibilidade ao Serviço de Saúde Bucal na Atenção Básica: Desvelando o Absenteísmo em uma Unidade de Saúde da Família de João Pessoa-PB. Revista Brasileira de Ciências Da Saúde, 15(3), 309–318. https://doi.org/10.4034/rbcs.2011.15.03.06
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