Abstract
O objetivo do estudo consistiu em analisar o uso de artefatos de contabilidade gerencial por organizações sem fins lucrativos de Florianópolis, Santa Catarina. Trata-se de uma pesquisa exploratória, realizada por meio de um estudo multicasos, com abordagem qualitativa. Os dados foram coletados a partir de entrevistas semi estruturadas, além de levantamento de dados secundários. Estes dados foram analisados por meio da técnica da uma análise de conteúdo. Em termos de resultados, foi descrito o uso de artefatos de contabilidade gerencial pelas referidas organizações, identificadas as razões para adoção destes artefatos, e analisada a relação entre características contingenciais e o uso dos artefatos. No caso da Nova Acrópole Florianópolis, a existência de um stakeholder com poder normativo social unilateral levou ao uso de controles formalizados e padronização de atividades. O desempenho do papel estratégico de Expressão de Valores através de atividades de avaliação subjetiva levou à demanda por artefatos de mensuração de desempenho. Nos casos do IEB e da AMUCC, o custeio variável é adotado por demanda de financiadores pela gestão por projetos. Particularmente em relação ao IEB, a adoção de artefatos de contabilidade gerencial por meio do isomorfismo normativo é potencializada pela existência de um stakeholder com poder utilitário. Em relação ao IVG, atividades de avaliação subjetiva levam à adoção de artefatos de controle como medidas de desempenho.
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Godoy, J. G. V., & Raupp, F. M. (2017). Uso de Artefatos de Contabilidade Gerencial por Organizações Sem Fins Lucrativos: um Estudo Multicasos à Luz da Teoria da Contingência. Sociedade, Contabilidade e Gestão, 12(3), 70–87. https://doi.org/10.21446/scg_ufrj.v12i3.14166
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