Abstract
Os crustáceos, juntamente com os moluscos e peixes, correspondem aos recursos pesqueiros mais importantespara a subsistência e renda de populações humanas em ecossistema de manguezal. Nesse ambiente, sistemas culturaistradicionais reconhecem e classificam determinadas áreas ecológicas denominadas ecozonas. O objetivo deste trabalho foicompreender como os pescadores caracterizam as áreas de pesca e como estes conhecimentos tradicionais influenciam napesca artesanal de crustáceos no ambiente de manguezal. O estudo foi realizado na Reserva Extrativista Marinha da Baíado Iguape, com a comunidade de pescadores do Angolá. A amostra dos informantes foi definida a partir de indivíduosoportunisticamente encontrados e pelo critério de especialistas nativos. Realizaram-se entrevistas abertas e semiestruturadascom 42 pescadores. Também foram utilizadas técnicas de turnês guiadas e de mapeamento participativo. As principaiszonas ecológicas identificadas pela comunidade pesqueira do Angolá foram: costeiro, riacho, rio, boca de rio, enseada,canal, coroa, poço, ilha, ilhote, mangue e terra. Os pescadores do Angolá demonstraram ter um aguçado domínio daespacialidade dos sítios de pesca e suas características e uma classificação consistente das ecozonas, relacionando-as aosaspectos bioecológicos dos recursos pesqueiros explorados.
Cite
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Casal, F. S. C., & Souto, F. J. B. (2012). “Adonde é o aposento do pescado?”: ecozoneamento do manguezal na pesca artesanal de crustáceos da Reserva Extrativista Marinha da Baía do Iguape, Maragogipe – Bahia. SITIENTIBUS Série Ciências Biológicas, 11(2), 143–151. https://doi.org/10.13102/scb105
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