Abstract
Fruto das experiências desenvolvidas pela Unesco desde 1992 e das proposições estabelecidas na Convenção Europeia da Paisagem, o tema das paisagens culturais coloca- se na atualidade como uma forma inovadora de conceber a proteção e a gestão do patrimônio cultural. Em primeiro lugar porque permite superar a dicotomia até hoje presente na atuação dos órgãos públicos de preservação, no que diz respeito ao tratamento entre o patrimônio material e imaterial, entre o natural e o cultural, entendendo- os como um conjunto no qual os seus diferentes significados se articulam num todo vivo e dinâmico. Por outro lado, a forma como têm sido desenvolvidas as primeiras experiências na esfera pública patrimonial em território nacional mostra outra faceta igualmente interessante na atuação em paisagem cultural: a compreensão de que a proteção e a gestão deste patrimônio devem ser feitas com a participação das populações moradoras, por meio do envolvimento e da valorização dos saberes locais. Este artigo procura refletir sobre a aplicação deste novo modelo de proteção do patrimônio cultural que vem sendo desenvolvida no estado de São Paulo pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na região do Vale do Ribeira de Iguape, buscando mostrar o caminho teórico- metodológico adotado no estudo e de que forma foram sendo construídas a pesquisa científica e nova forma de atuação e inserção local.
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Nascimento, F. B. do, & Scifoni, S. (2010). A paisagem cultural como novo paradigma para a proteção: a experiência do Vale do Ribeira- SP. Revista CPC, 0(10), 29. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4466.v0i10p29-48
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