Abstract
Especialistas do patrimônio cultural frequentemente pressupõem que os vestígios do passado são inerentemente valiosos e que merecem ser perpetuados. Consequentemente, fazem seu melhor para preservar os sítios arqueológicos, os objetos e a informação contida neles para a posteridade. Contudo, o paradigma preservacionista do patrimônio não é mais que um nobre esforço de proteger o passado para o futuro em nome de valores intemporais. De fato, o discurso contemporâneo do patrimônio pode ser melhor entendido se situado firmemente no contexto cultural e histórico específico da civilização Europeia – e por extensão, global – dos últimos séculos. A fim de avançar nessa ideia, os estudos históricos parecem úteis para iluminar as origens e desenvolvimentos desse paradigma.
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Holtorf, C. (2017). Por que preservar? Revista de Arqueologia, 30(2), 193–207. https://doi.org/10.24885/sab.v20i2.555
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