Abstract
Na pós-modernidade, o espetáculo rege as relações sociais. A mídia veicula imagens, sobretudo por intermédio da televisão, que no Brasil é o meio de comunicação em massa mais difundido. Além disso, a mídia é uma instância formadora de sujeitos: homens e mulheres. É incontestável haver diferenças biológicas entre homens e mulheres. Ademais, a cultura ocidental, ao longo dos tempos designou posições sociais específicas a eles. A partir do século XIX, através do paradigma da diferença sexual os processos de subjetivação masculinos e femininos foram tratados de forma diferente. Porém, a lógica masculina de subjetivação continua a ser tratada enquanto paradigma universal. Além disso, a beleza é considerada um importante atributo na construção da subjetividade feminina. Nosso objetivo é investigar a formação subjetiva da mulher através da beleza, enviesada pela sociedade do espetáculo, e pelas postulações psicanalíticas, sobretudo de Freud. Nesse artigo, propomos dissertar sobre a possibilidade da mulher pós-moderna se tornar sujeito através do espetáculo e através da beleza. Assim, compreendemos que a subjetividade feminina, referenciada pela lógica fálica, está inscrita na condição de “buscar o que lhe falta”, e que a beleza é compreendida como um atributo fálico compensatório à castração feminina, usado para proporcionar à mulher a possibilidade de manter-se na condição de “ser olhada pelo outro”.
Cite
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Moura Nascimento, C., & Carlos Avelino da Silva, L. (2014). Sujeito Mulher: A Imagem da Beleza. Revista Subjetividades, 14(2), 343–357. https://doi.org/10.5020/23590777.14.2.343-357
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