Abstract
O processo pelo qual o comportamento dos organismos é adquirido, modelado e eliminado, durante suas transações com o ambiente, é o tema central das formulações da psicopatologia e da psicoterapia. A análise funcional do comportamento de Skinner afirma que a descoberta de como variáveis ambientais controlam o comportamento pode substituir explicações mentalistas e explicações fisiológicas inferidas. Uma característica proeminente daqueles que realizaram as primeiras contribuições comportamentais ao estudo da doença mental era seu forte envolvimento com a pesquisa básica com animais no início de suas carreiras e sua posterior preocupação com a aplicação desse conhecimento aos problemas humanos. As abordagens comportamentais aos problemas clínicos, com sua ênfase na aplicação de princípios de aprendizagem, opuseram-se também ao uso da epistemologia da vida mental e do “modelo médico”. Uma importante contribuição de uma psicologia comportamental é a linguagem sobre a conduta humana. A análise funcional do comportamento operante pode servir como uma linguagem para converter o conhecimento encoberto, derivado da experiência, em termos objetivos e possibilitar que as práticas sejam refinadas pela experiência e comunicadas. Esse texto apresenta as bases conceituais e as contribuições metodológicas da psicologia operante, explorando, em seguida, as possibilidades de uma análise funcional das interações terapeuta-paciente, com ênfase especial no papel do comportamento verbal.
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Ferster, C. B. (2012). PSICOTERAPIA DO PONTO DE VISTA DE UM COMPORTAMENTALISTA. Revista Brasileira de Análise Do Comportamento, 3(1). https://doi.org/10.18542/rebac.v3i1.828
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