Abstract
Nos últimos anos, o Brasil vem enfrentando os efeitos da COVID-19. A necessidade de isolamento social afetou os comportamentos de movimento 24 horas e o bem-estar psicológico de crianças e adolescentes. O presente trabalho tem como principal objetivo avaliar possíveis associações entre os comportamentos de movimento 24 horas e os níveis de ansiedade em crianças pré-escolares após o isolamento social. A amostra foi composta por 61 crianças de ambos os sexos, com idades entre três e seis anos, matriculadas em escolas públicas. Foram aplicados questionários adaptados para avaliar os comportamentos de movimento 24 horas e ansiedade. Utilizou-se análise descritiva por meio da distribuição de frequência e análise de redes. Verificou-se que as crianças não aderem às recomendações de atividade física tanto durante a semana quanto no final de semana. Os comportamentos de ansiedade com valores mais altos foram "ficar magoado" e "dependência dos pais". Aderir às recomendações de atividade física durante a semana não garante o cumprimento dos demais comportamentos. Um comportamento ansioso tende a influenciar o aumento de outros. As variáveis mais propensas a gerar modificações na rede foram: medo de separação, dependência dos pais, sintomas de medo e ansiedade, e uso de telas durante o fim de semana. Conclui-se que não cumprir as recomendações dos comportamentos de movimento 24 horas pode aumentar os níveis de ansiedade. Sugere-se que mais estudos voltados para essa temática sejam desenvolvidos, considerando que é um tema de grande relevância.
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Ferreira da Silva, L. S., Arruda Alencar, M., Correia da Silva, M. A., & Ribeiro Bandeira, P. F. (2024). Associação entre comportamentos de movimento 24 horas e ansiedade em crianças após o isolamento social. Revista Ciencias de La Actividad Física, 25(2), 1–17. https://doi.org/10.29035/rcaf.25.2.9
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