Abstract
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica com alta prevalência global, afetando principalmente mulheres jovens de origem afro-americana, hispânica e asiática, com impacto significativo na morbimortalidade, particularmente devido ao comprometimento renal. Este estudo tem como objetivo analisar o papel do estresse oxidativo (EO) no desenvolvimento e progressão do LES, com foco na nefrite lúpica (NL). Além disso, explora a importância de marcadores sorológicos, como os anticorpos anti-DNA de dupla hélice, na identificação precoce da doença e no monitoramento de potenciais riscos de complicações graves. A pesquisa empregou uma revisão narrativa por meio de consulta eletrônica em bases de dados como Google Acadêmico, Scielo e PubMed, abrangendo artigos publicados nos últimos 10 anos em língua portuguesa, com critérios de inclusão e exclusão específicos. O LES envolve uma resposta autoimune complexa com destaque para o EO em períodos de exacerbação, desencadeando inflamação intensa, particularmente nos glomérulos renais. Pacientes com LES apresentam desequilíbrio na geração e remoção de radicais livres, resultando em EO. As espécies reativas de oxigênio (ROS) desempenham um papel central na patogênese do LES, contribuindo para inflamação e lesões. Na NL, a inflamação renal danifica os néfrons e afeta a função renal, estando intimamente associada ao EO. O EO é fundamental no desenvolvimento e progressão do LES, especialmente na NL. Identificar marcadores de EO pode ser valioso para diagnóstico e prognóstico da doença. Compreender essa relação é crucial para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.
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Tiecher, F., Da Silva, G. S., & Da Cunha, R. C. (2024). Estresse oxidativo na lesão renal de pacientes com lúpus eritematoso sistêmico. CONTRIBUCIONES A LAS CIENCIAS SOCIALES, 17(1), 7862–7876. https://doi.org/10.55905/revconv.17n.1-474
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