Abstract
Today, Family Health Support Centers (FHSC) characterize new environment for the activity of occupational therapists in Primary Health Care. Aiming to understand this new insertion we carried out a descriptive study of qualitative nature. Through a focus group, we obtained data on the subject from 13 occupation therapists that have worked in FHSCs in the municipality of Fortaleza, Ceará state, Brazil. The material obtained was categorized by thematic analysis and interpreted based on collective health and occupation therapy frameworks. The results and discussion converged to the categories of (1) Insertion of occupational therapists in the FHSNs studied, and (2) Working conditions: a place characterized by fragilities and overcoming. Our findings point to the need to establish a common agenda between FHSN professionals and Family Health Strategy teams; difficulties in establishing bonds between the supporters and the supported in the work process; working precariousness and material shortage. The encounter of such professionals potentiated reflections about the working processes and the exchange of experiences, raising awareness to new perspectives for occupational therapy in Primary Health Care and to the need to make these professionals' performances in this specific context more public. Resumo: Os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) configuram-se hoje como um novo cenário de atuação dos terapeutas ocupacionais inseridos na Atenção Primária à Saúde. Com o objetivo de compreender essa nova inserção, realizamos um estudo descritivo de abordagem qualitativa. Por meio de um grupo focal, obtivemos as informações sobre o tema com 13 terapeutas ocupacionais que atuavam nos NASF no município de Fortaleza, Ceará. O material obtido foi categorizado mediante análise temática e interpretado à luz dos referenciais teóricos da saúde coletiva e da Terapia Ocupacional. Os resultados e discussões convergiram para as categorias sobre: (1) inserção dos terapeutas ocupacionais no NASF e (2) condições de trabalho: um espaço de fragilidades e superação. Os achados apontam a necessidade de estabelecer uma agenda comum entre os profissionais do NASF e os profissionais das Equipes de Saúde da Família, as dificuldades do estabelecimento do vínculo na relação entre apoiador e apoiado na produção do trabalho em saúde, a precarização do trabalho e a escassez de materiais. O encontro desses profissionais foi potencializador de reflexões sobre os processos de trabalho e de trocas de experiências que possibilitaram sensibilização para novas perspectivas da categoria na Atenção Primária e para a necessidade de iniciativas de publicização da atuação dos terapeutas ocupacionais nesse contexto.
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Reis, F., & Vieira, A. C. V. C. (2013). Perspectivas dos terapeutas ocupacionais sobre sua inserção nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) de Fortaleza, CE. Cadernos de Terapia Ocupacional Da UFSCar, 21(2), 351–360. https://doi.org/10.4322/cto.2013.036
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