Abstract
Objetiva-se fomentar discussões e reflexões sobre a criação e o gerenciamento de uma associação, com vistas ao engajamento das pessoas na lógica associativista. Pode ser usado em disciplinas que abordem o Empreendedorismo Social, a Responsabilidade Socioambiental e a Gestão nos cursos de graduação e pós-graduação. É narrada a história de um grupo de catadores de materiais recicláveis que moravam em uma favela em Goiânia, Goiás. Muitas dificuldades foram enfrentadas pelos catadores, como as condições precárias de moradia e de sustento e a concorrência, em alguns momentos, com a própria prefeitura, pela coleta dos materiais recicláveis. Além disso, havia conflito entre eles: enquanto uns vislumbravam a possibilidade de um trabalho em grupo na luta pelos objetivos comuns, outros achavam que catar individualmente seria mais viável. Esse desentendimento dificultava a ideia de criar uma associação para fortalecê-los no enfrentamento das demandas do trabalho. Quebrada a resistência de alguns, houve um consenso em buscar auxílio junto à Incubadora Social da UFG para ajudá-los a compreender a forma de se trabalhar em associação. A ajuda deu resultado. Em 2005 foi criada a Associação dos Catadores Augusto Comte (ACAC). Boa parte das reivindicações foi alcançada, mas há muito o que melhorar nos aspectos estruturais e de autogestão.
Cite
CITATION STYLE
Freitag, M. S. B., Camargo Filho, A., Carvalho, J. B. de, & Borges, C. (2015). ARRUMAR DEVAGARZINHO OS “TREM”, PUXAR CARROÇAS, BINGAR BICICLETA, ENGAJAR PESSOAS: A DIFÍCIL ARTE DE CRIAR E GERIR UMA ASSOCIAÇÃO DE CATADORES DE RECICLÁVEIS. Revista Alcance, 22(1), 173. https://doi.org/10.14210/alcance.v22n1.p173-190
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.