Abstract
Nesse artigo refletimos sobre o atual momento histórico-civilizatório que vivemos. Trata-se de um período histórico em crise, mas de uma crise que vai além da crise do capitalismo enquanto crise civilizatória. Trata-se de um período de caos sistêmico ou de crise de um padrão de poder/saber que nos governa há 500 anos. Portanto de uma crise de larga duração. As bases em que se sustentavam esse padrão de poder/saber – a dominação da natureza e de todos os grupos sociais que à natureza são assimilados – os indígenas/selvagens, os negros, as mulheres, os que operam com as mãos sejam proletários ou camponeses – começam a ser abertamente questionados por aqueles que, apesar de lutarem a mais de 500 anos, só agora pós 1950/1960 começam a ter voz na cena política. Reinventam, assim, suas relações com a natureza e a cultura, com o conceito de território, desnaturalizando-o. Assim, diante de um dos mais intensos processos expropriatórios que a humanidade jamais viveu, como nos últimos 50 anos, emergem outras referências teórico-politicas sinalizando que estamos diante de outros horizontes de sentido não eurocêntricos.
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Porto-Gonçalves, C. W. (2020). DE CAOS SISTÊMICO E DE CRISE CIVILIZATÓRIA: TENSÕES TERRITORIAIS EM CURSO. Revista Da Casa Da Geografia de Sobral (RCGS), 22(2), 103–132. https://doi.org/10.35701/rcgs.v22n2.687
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