Abstract
Seja no âmbito nacional, seja no internacional, as representações sociais constituem uma categoria analítica recorrente no campo dos estudos da doença. Byron Good 1, em sua clássica obra de antropologia médica, observa que há, pelo menos, quatro abordagens no trato das representações da doença que podem se complementar: tradição empirista (baseada em crenças do senso comum); antropologia cognitivista (foco nos aspectos formais e semânticos); abordagem interpretativa (centrada nos significados culturalmente constituídos); e abordagem crítica (foco nas questões políticas e econômicas relacionadas à produção/reprodução de significados socialmente compartilhados e experiências coletivas). Junto ao fato de as representações serem foco de inúmeros estudos 2,3,4,5 sobre a doença, há críticas acerca do uso desta categoria analítica. Alguns usos dessa categoria são criticados porque: carecem de um maior aprofundamento epistemológico; não contextualizam aspectos estruturados e estruturantes; e reduzem a doença a representações sem levar em conta a experiência dos adoecidos.
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Gomes, R. (2011). As representações sociais e a experiência com o diabetes: um enfoque socioantropológico. Cadernos de Saúde Pública, 27(6), 1249–1250. https://doi.org/10.1590/s0102-311x2011000600024
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