Abstract
Ser ou não ser científico não é a questão. Contribuições para o tema desse ano da AN [Anthropology News] “Ciência e Antropologia”, consideraram a ciência da antropologia como se não existisse nenhuma antropologia da ciência. Longos debates sobre a “cientificidade” da nossa disciplina – se ela deve imitar as ciências naturais, definir-se separadamente, limitar-se a círculos hermenêuticos ou se remodelar enquanto literatura de viagem – implicam que a ciência consiste num corpo de método e rigor que existe inteiramente “por trás das câmeras”. A discussão não reconhece que ao longo dos últimos 20 anos a prática da ciência tem sido cuidadosamente documentada por etnógrafos que modificaram fundamentalmente a definição da prática científica nas ciências naturais – trabalho que esclareceu o que significa ser científico. Antes que o presente debate possa recorrer às fontes da antropologia da prática científica, precisamos considerar dois obstáculos. O primeiro diz respeito à confiança dos antropólogos em sua própria disciplina; o segundo envolve a ênfase relativa em metodologia em vez de conteúdo em definições de ciência.
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Latour, B., & Bannaggia, G. (2015). Não é a questão. Revista de Antropologia Da UFSCar, 7(2), 73–77. https://doi.org/10.52426/rau.v7i2.147
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