Abstract
Tomada pelos próprios sujeitos da época como uma referência, as declarações do Sr. José Américo de Almeida ao impresso do Rio de Janeiro, Correio da Manhã, foram celebradas e reproduzidas por atender interesses partidários específicos e inaugurar na imprensa a campanha eleitoral, ainda que velada, por Eduardo Gomes a presidência, da incerta eleição de 1945. Retomamos aqui, esta conhecida entrevista e o Manifesto Mineiro, dentre tantas outras manifestações em prol da abertura política de 1945, tentando perceber quais as concepções empreendidas sobre a noção de democracia por estes atores que se construíram como “democratas”, mas que ao cabo se reuniram sob a sigla partidária da União Democrática Nacional (UDN). Não se trata de considerar se a partir de 1945 o Brasil vivenciou ou não uma democracia, afinal há uma historiografia que já bem ressaltou o caráter democrático deste período como nossa primeira experiência; mesmo em meio as contradições autoritárias. Mas sim de refletir sobre alguns dos marcos produzidos sobre aquele momento e principalmente entender como os sujeitos definiram e manejaram compreensões sobre o conceito de democracia.
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Chaves, C. (2020). Democracia(s)? Sæculum – Revista de História, 25(43), 311–324. https://doi.org/10.22478/ufpb.2317-6725.2020v25n43.54540
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