Motivações do conceito de corpo-si: corpo-si, atividade, experiência

  • Schwartz Y
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Abstract

Este texto busca explicar a função de convergências e questões possibilitadoras do desenvolvimento da tese segundo a qual toda atividade de trabalho é sempre “uso de si, por si e por outros” (SCHWARTZ, 1987). Sucessivas reformulações levaram ao estabelecimento do seguinte princípio: toda atividade industriosa é sempre uma “dramática do uso de um corpo-si” (remetendo “dramática” à necessidade contínua de travar debates com normas). Sendo a atividade humana identificada assim como um contínuo debate de normas cujo lócus é o corpo-si, convém perguntar como, em termos de diferentes medidas temporais, esses debates se encaixam (à maneira das bonecas russas), ou seja, de que maneira as relações valorativas nos meios de vida e de trabalho se incorporam ao âmago do corpo-si, inclusive em termos de temporalidades mais curtas, “escondidas no corpo”. Cabe assim entender qual é a unidade enigmática dessa entidade – o corpo-si – que acumula experiência e saberes de formas extremamente diversas, notadamente em sua relação com a linguagem, que articula patrimônio epistêmico e sensibilidade axiológica, sem deixar de estar disponível para ou restrita por micro-escolhas e reajustamentos que a vida não cessa de lhe propor ou impor. O texto, retomando parcialmente, segundo seus objetivos, a distinção entre idem e ipse (RICOEUR), pretende conceber debates de normas encaixados como o cerne da dialética entre essas dimensões.

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Schwartz, Y. (2014). Motivações do conceito de corpo-si: corpo-si, atividade, experiência. Letras de Hoje, 49(3), 259. https://doi.org/10.15448/1984-7726.2014.3.19102

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