Fracasso Escolar: naturalização ou construção histórico-cultural?

  • Siqueira Pinheiro S
  • Couto M
  • Carvalho H
  • et al.
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Abstract

O estudo objetiva investigar se o fracasso escolar continua sendo naturalizado. Para isso foi traçado o perfil social, educacional, emocional e neurológico de crianças atendidas no Projeto de Extensão “Avaliação e Intervenção em crianças com história de Fracasso Escolar”, desenvolvido em um Ambulatório de Neurodesenvolvimento. Foram analisados os prontuários de 13 crianças, utilizou-se o programa estatístico SPSS e análise temática. Verificou-se que as crianças apresentaram uma média de 10,3 anos, sendo a maior parte meninos (84,6%). A maioria (61,5%) com queixas relacionadas a problemas de aprendizagem e comportamento e fazendo uso de psicoestimulantes. As características são compatíveis com outros estudos realizados em instituições como clínicas-escola de diferentes regiões do Brasil. Constatou-se que os alunos ainda são responsabilizados pelo fracasso, atribuindo-se a este um caráter biológico, naturalizado, que, portanto, precisa ser medicalizado. Evidencia-se a necessidade da realização de estudos que investiguem como se produz a queixa do fracasso escolar.

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Siqueira Pinheiro, S. N., Couto, M. L. de O., Carvalho, H. C. W. de, & Pinheiro, H. S. (2020). Fracasso Escolar: naturalização ou construção histórico-cultural? Fractal: Revista de Psicologia, 32(1), 82–90. https://doi.org/10.22409/https://doi.org/10.22409/1984-0292/v32i1/5698

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