Abstract
Resumo: A história do ensino do português em Macau tem acompanhado, naturalmente, os seus vários momentos históricos e consequentes mudanças sociais e políticas. Partindo de uma perspectiva socio-histórica, discutimos o ensino do português e o ensino de línguas no contexto desse território, bem como delineamos algumas orientações que têm contribuído para a definição do contexto pedagógico até aos dias de hoje. Palavras-chave: crítica pedagógica; ensino de português em Macau; pós-colonialismo. Introdução As áreas de investigação de aquisição de L2, assim como da Linguística Aplicada têm vindo a conferir alguma flexibilidade às suas agendas nas últimas décadas, incorporando conhecimentos de outras disciplinas, perspectivando as suas orientações de forma interdisciplinar, dando, por vezes, lugar a novas abordagens teóricas e criando, consequentemente, sub-áreas de investigação (MYLES, 2010), que também têm contribuído para que se faça uso de metodologias de pesquisa mais ecléticas e variadas (DÖRNYEI, 2009, p. 241-242). Assim, a análise da produção dos aprendentes em contextos L2 já não se circunscreve apenas a uma análise linguística pura, mas perspectiva-se agora a importância e o papel que variáveis não linguísticas podem ter na interpretação da variação ao nível do desempenho. Como afirmam Kalaja e Barcelos (2003), variáveis como a motivação, as estratégias e estilos de aprendizagem, e mesmo as crenças têm vindo a fazer parte das agendas de investigação. Estes dados revestem-se de grande importância na medida em que se entende que o processo de aprendizagem de uma língua estrangeira/segunda (e até a primeira língua) não se constrói apenas com base em dados linguísticos. O contexto de aprendizagem pode ser também determinante para a forma como o processo de aquisição se desenrola (MARTINS, 2008), pelas suas características e pela forma como enquadra e perspectiva os conteúdos linguísticos. No presente artigo, concentramo-nos no papel que o contexto sociopolítico/sociolinguístico pode ter no processo de aprendizagem de uma língua e cuja influência pode ser determinante em sala de aula. Nesse sentido,
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Martins, C. C. (2013). A aprendizagem do português em Macau: uma pedagogia crítica. Fragmentum, 0(35). https://doi.org/10.5902/217921947872
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