Abstract
Tendo como pano de fundo os inícios da Antropologia Urbana no Brasil, com ênfase em duas instituições, a Escola Livre de Sociologia e Politica e o Departamento de Ciências Sociais da USP, o artigo apresenta as categorias de análise desenvolvidas pelo Núcleo de Antropologia Urbana, em sua proposta “de perto e de dentro” como estratégia para lidar com a diversidade da dinâmica urbana das grandes metrópoles sem cair na “tentação da aldeia”, isto é, a multiplicação de estudos de caso. A utilização dessas categorias a dois recortes etnográficos – o “mundo” dos surdos na cidade de São Paulo e o circuito dos Sateré-Mawé, na região de Manaus e cidades do baixo Amazonas – como tentativa de testar sua aplicabilidade em novos contextos, levanta a questão da dicotomia “antropologia da ou na cidade”, cuja proposta de superação é discutida no final do artigo.Having as background the beginnings of Urban Anthropology in Brazil, with emphasis on two institutions, the Escola Livre de Sociologia e Politica and the Departamento de Ciências Sociais/USP, the article presents the categories of analysis developed by the Nucleus of Urban Anthropology, in its proposal “from near and within” as a strategy to deal with the diversity of urban dynamics of large metropolises without falling into the “temptation of the “village”, i.e. the multiplication of case studies. The use of these categories in two ethnographic situations – the “world” of the deaf in the city of São Paulo and the circuit of the Sateré-Mawé in the Manaus region and cities low Amazon – as an attempt to test its applicability in new contexts, raises the question of the dichotomy “Anthropology of or in the city,” whose proposal for overcoming is discussed at the end of the article.
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Magnani, J. G. C. (2015). Da periferia ao centro, cá e lá: seguindo trajetos, construindo circuitos. Anuário Antropológico, v.38 n.2, 53–72. https://doi.org/10.4000/aa.526
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