EMPREGABILIDADE DE ADULTOS AUTISTAS NO BRASIL: EVIDÊNCIAS DO CENSO 2022 E DESIGUALDADES ESTRUTURAIS

  • De Souza A
  • Ramos A
  • Massuda S
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Abstract

This article analyzes the employability of adults with Autism Spectrum Disorder (ASD) in Brazil, based on microdata from the 2022 Demographic Census and contextual indicators from the Municipal Human Development Index (MHDI). The study adopts an explanatory quantitative approach, employing multivariate statistical models (logistic regression, probit, and Cox survival analysis) adjusted for sociodemographic, educational, functional, and territorial variables. Results reveal that employment rates among autistic adults range from 10% to 22%, significantly below the national average for the general adult population. Low educational attainment, the presence of co-occurring intellectual disability, racialized identity, and residence in municipalities with low MHDI are statistically associated with lower labor market insertion. The study demonstrates that education does not automatically translate into employability for this population, due to institutional barriers, social stigma, and the absence of targeted public policies. Findings challenge the adequacy of human capital theory when applied in isolation and underscore the importance of intersectoral strategies for inclusive employment. The article recommends the implementation of adapted vocational training programs, technical support in the workplace, and reinforced labor mediation mechanisms. It concludes that the exclusion of adults with ASD from the Brazilian labor market is shaped by structural and intersectional factors, and that policy responses must be evidence-based, territorially sensitive, and normatively grounded. This research contributes to a more robust diagnostic framework and offers strategic insights for advancing the right to work for autistic individuals in Brazil.Este artículo analiza la empleabilidad de personas adultas autistas en Brasil, utilizando microdatos del Censo Demográfico de 2022 y indicadores contextuales del Índice de Desarrollo Humano Municipal (IDH-M). La investigación adopta un enfoque cuantitativo explicativo, aplicando modelos estadísticos multivariados (regresión logística, probit y análisis de supervivencia de Cox), ajustados por variables sociodemográficas, educativas, funcionales y territoriales. Los resultados revelan que la tasa de ocupación entre adultos autistas varía entre el 10% y el 22%, situándose muy por debajo del promedio de la población general. Baja escolaridad, presencia de discapacidad intelectual, pertenencia a grupos racializados y residencia en municipios con bajo IDH-M constituyen factores estadísticamente asociados a una menor probabilidad de inserción laboral. El estudio evidencia que la escolarización no se convierte automáticamente en empleabilidad, siendo mediada por barreras institucionales, estigmas sociales y ausencia de políticas públicas específicas. Los análisis refuerzan la insuficiencia de los enfoques basados únicamente en la teoría del capital humano y apuntan a la necesidad de estrategias intersectoriales de inclusión productiva. Se recomienda la creación de programas de formación profesional adaptados, apoyo técnico en el entorno laboral y fortalecimiento de mecanismos de mediación laboral. La investigación concluye que la exclusión de personas adultas autistas del mercado laboral brasileño está sostenida por mecanismos estructurales e interseccionales, requiriendo políticas públicas basadas en evidencia y territorializadas. El estudio contribuye a la formulación de diagnósticos sólidos y ofrece insumos técnicos para promover el derecho al trabajo de las personas autistas en Brasil.Este artigo analisa a empregabilidade de pessoas adultas autistas no Brasil, utilizando microdados do Censo Demográfico 2022 e indicadores contextuais do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M). A pesquisa adota abordagem quantitativa explicativa, com aplicação de modelos estatísticos multivariados (regressão logística, probit e análise de sobrevivência de Cox), ajustados por variáveis sociodemográficas, educacionais, funcionais e territoriais. Os resultados revelam que a taxa de ocupação entre adultos autistas varia entre 10% e 22%, situando-se muito abaixo da média da população geral. Baixa escolaridade, presença de deficiência intelectual, pertencimento a grupos racializados e residência em municípios com baixo IDH-M constituem fatores estatisticamente associados à menor probabilidade de inserção laboral. O estudo evidencia que a escolarização não se converte automaticamente em empregabilidade, sendo mediada por barreiras institucionais, estigmas sociais e ausência de políticas públicas específicas. As análises reforçam a insuficiência das abordagens baseadas unicamente na teoria do capital humano e apontam para a necessidade de estratégias intersetoriais de inclusão produtiva. Recomenda-se a criação de programas de qualificação profissional adaptados, apoio técnico no ambiente de trabalho e fortalecimento de mecanismos de mediação laboral. A pesquisa conclui que a exclusão de pessoas adultas autistas do mercado de trabalho brasileiro é sustentada por mecanismos estruturais e interseccionais, demandando políticas públicas baseadas em evidências e territorializadas. O estudo contribui para a formulação de diagnósticos robustos e oferece subsídios técnicos à promoção do direito ao trabalho de pessoas autistas no Brasil.

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De Souza, A. L. A., Ramos, A. S. de P., & Massuda, S. I. (2025). EMPREGABILIDADE DE ADULTOS AUTISTAS NO BRASIL: EVIDÊNCIAS DO CENSO 2022 E DESIGUALDADES ESTRUTURAIS. LUMEN ET VIRTUS, 16(50), 9590–9609. https://doi.org/10.56238/levv16n50-102

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