Abstract
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva e irreversível que afeta a função e/ou estrutura dos rins, diagnosticada pela Taxa de Filtração Glomerular Estimada (TFGe) < 60 mL/min/1,73 m2 ou pela presença de lesões renais por mais de 3 meses. Sua prevalência global é estimada entre 10% e 13% da população, aumentando ao longo do tempo e associada a complicações como alterações metabólicas, anemia e eventos cardiovasculares. Outrossim, os principais fatores de risco incluem diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e hipertensão arterial sistêmica (HAS), com o reconhecimento precoce ainda sendo um desafio nos cuidados primários de saúde. A DRC pode ser assintomática nos estágios iniciais, sendo muitas vezes identificada por exames de rotina. À medida que progride, sintomas como fadiga, perda de peso e edemas periféricos podem se manifestar. O diagnóstico é confirmado por alterações nos exames de urina, imagem e função renal, com o estadiamento baseado na TFGe estimada. Ademais, o tratamento visa retardar a progressão da doença e controlar complicações, focando na prevenção de doenças cardiovasculares. Estratégias incluem manejo da pressão arterial, controle glicêmico, estatinas, exercícios físicos e monitoramento regular. Complicações como anemia e distúrbios minerais ósseos são tratadas com reposição de ferro, suplementação de vitamina D e restrição dietética. O manejo integrado dessas complicações visa melhorar a qualidade de vida e reduzir a morbimortalidade associada à DRC.
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Saldanha, A. L. G., Carvalho, J. A. de, Galdino, L. S. S., Nunes, M. C. B., & Lima, M. R. de. (2024). Doença renal crônica - perspectivas atuais e desafios futuros. Brazilian Journal of Health Review, 7(2), e68859. https://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-354
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