Abstract
Introdução: Transtornos depressivos são bastante prevalentes, com grande incapacidade laborativa e social. Podem ter caráter recidivante e persistente ao longo do tempo. A deficiência de folato é potencialmente prevenível e ainda carente de grandes estudos de seu papel na depressão e outros transtornos de saúde mental. Objetivos: Avaliar a associação da deficiência de folato com depressões graves e refratárias ao tratamento, frequentemente descritas com evidências atuais. Metodologia: Os artigos foram selecionados por meio da base de dados PubMed. Resultados: Níveis deficientes de folato são resultantes da baixa ingestão, deficiente absorção intestinal e polimorfismo genético com a forma ineficiente da enzima responsável em converter o folato/ácido fólico em sua forma com atividade biológica, o L-metilfolato. O folato é indispensável na síntese de neurotransmissores ligados aos processos depressivos – serotonina, noradrenalina e dopamina, além participar de forma epigenética na regulação da expressão gênica. Conclusões: apesar da evidência positiva da associação da deficiência de folato com transtornos depressivos, ainda são necessários estudos adicionais para definir quando e quais pacientes podem ser beneficiados com a terapia antidepressiva em associação ao uso de folato.
Cite
CITATION STYLE
Da Silva, M. L., Pelizzari, J. V., & Linartevichi, V. F. (2019). FOLATO E SEU PAPEL NA DEPRESSÃO. FAG JOURNAL OF HEALTH (FJH), 1(2), 201–209. https://doi.org/10.35984/fjh.v1i3.104
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.