Abstract
Entre o grupo de indivíduos excluídos na sociedade brasileira, os mais marginalizados continuam ainda sendo os negros. Nesse grupo, os negros do meio rural são os mais alijados dos novos processos de construção social. O presente estudo objetivou analisar aspectos socioeconômicos e de saúde em comunidades quilombolas no Estado do Piauí. A pesquisa apresenta aspectos socioeconômicos e de saúde em 15 comunidades no Estado do Piauí. É um estudo exploratório, transversal de natureza qualitativa e quantitativa, onde a população alvo foi de 1.239 membros em 15 comunidades quilombolas identificadas no Estado do Piauí. A idade média foi de 30,1 anos, sendo o intervalo de idade entre 0 e 89 anos. O sexo feminino foi 55% , masculino 45% da população. Analfabetos eram 20%, enquanto 47,6% tinham o ensino fundamental incompleto. Renda de até dois salários mínimos eram 88,6%. Estudantes 27,9% e trabalhador rural 39,5% era a maioria da população. Das moradias, 74,1% apresentavam pouca ou nenhuma condição sanitária. O uso de plantas medicinais ocorreu em 32,5%. A não utilização de agrotóxicos foi relatada por 96,8% dos agricultores. Foi detectada a presença de casamentos consanguíneos entre 18,0% das famílias estudadas. A pesquisa indica a necessidade de políticas públicas voltadas para as características e necessidades destas populações.
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Soares, L. F., Oliveira, E. H. de, Nunes, Z. da M., Nascimento, M. H. do, Verde, R. M. C. L., & Lima, E. M. (2020). Aspectos socioeconômicos e de condições de saúde em populações quilombolas no estado do Piauí, Brasil. Research, Society and Development, 9(2), e73922091. https://doi.org/10.33448/rsd-v9i2.2091
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