Curso de epidemiologia básica para pneumologistas: 3ª parte - estudos de intervenção

  • Menezes A
  • Santos I
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Abstract

Idealmente, os ensaios clínicos devem ser randomizados, controlados e duplo-cegos (2) . Randomizados: significa que os pacientes são alocados para um dos dois grupos de forma aleatória, como, por exem-plo, lançando-se uma moeda (3) . Controlados: significa que além do grupo que vai receber o tratamento novo que se quer testar, um outro grupo (o grupo controle) receberá placebo ou o tratamento até então consagrado (se houver) para aquela doença. Duplo-cegos: significa que nem o paciente, nem o profis-sional que irá avaliar a ocorrência do desfecho que se quer prevenir (complicação da doença) deverão ter conhecimento do grupo ao qual o paciente pertence (intervenção ou con-trole). É o estudo de melhor delineamento para investigar a rela-ção causa-efeito. O fato de serem dois grupos semelhantes, cuja única diferença é a intervenção, e o uso de técnicas de avaliação duplo-cega e de placebos tornam esse tipo de estu-do o menos sujeito a vieses e o mais semelhante a um estudo experimental de laboratório. O ensaio clínico randomizado é semelhante ao estudo de coorte, onde também se parte da causa para o efeito. O es-tudo de coorte, entretanto, não permite a alocação aleatória da exposição. B. PRINCÍPIO LÓGICO DO ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO: o princípio lógico do ensaio clínico randomizado é saber se a incidência de complicações da doença ou de outros desfe-chos como a morte, nos expostos (grupo de intervenção), é menor do que a incidência nos não expostos (grupo contro-le). A pergunta feita nesse tipo de estudo é a seguinte: será que o tratamento surtiu algum efeito? Na área da pneumolo-gia, podem ser citados, como exemplos, estudos com a vaci-na antiinfluenza (4-6) . Uma metanálise sobre a eficácia da vaci-na antiinfluenza, nos idosos, mostrou que 53% dos que rece-beram a vacina apresentaram menos infecções respiratórias e 50% hospitalizaram menos do que aqueles que não rece-beram vacina (4) . C. VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS ENSAIOS CLÍNICOS

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Menezes, A. M. B., & Santos, I. da S. dos. (1999). Curso de epidemiologia básica para pneumologistas: 3a parte - estudos de intervenção. Jornal de Pneumologia, 25(5), 285–286. https://doi.org/10.1590/s0102-35861999000500013

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