Abstract
surgimento da Geomorfologia, conquanto disciplina acadêmica sistematizada a partir do final do século XIX, foi marcado pela tentativa de explicar os processos elaboradores do relevo com base na identificação de supostos estágios de evolução temporal das formas. Assim, a cronologia da denudação, em bases davisianas, constituiu uma primeira tentativa de atribuir idades relativas ao relevo, fundamentando sua metodologia em abordagens litoestratigráficas e na análise espacial da distribuição das formas. Com o surgimento e difusão, no terço final do século passado, de métodos absolutos de datação, em sua maioria radiométricos, os pesquisadores passaram a contar com valiosos recursos para propor reconstruções mais realistas e dos fatos geomorfológicos. Do carbono radioativo às técnicas de luminescência e isótopos cosmogênicos, os métodos de datação geomorfológica abrangem agora diferentes escalas temporais, e são utilizados em diversas formas de relevo e materiais. Todavia, tão importante quanto conhecer a aplicação de cada uma das técnicas, é fundamental compreender seus limites de uso e interpretação de resultados. Por fim, apesar das limitações inerentes à reconstrução temporal de modelados denudacionais e agradacionais, a aplicação das técnicas geocronométricas tem propiciado avanços fundamentais no grau de acurácia e qualidade da interpretação da gênese das formas de relevo, que por fim retroalimentam os próprios modelos teóricos de evolução da paisagem.
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Corrêa, A. C. D. B., Tavares, B. D. A. C., Monteiro, K. D. A., & Fonsêca, D. N. (2016). A Aplicação de Técnicas Geocronométricas em Geomorfologia: uma Atualização Metodológica. Espaço Aberto, 6(1), 45–74. https://doi.org/10.36403/espacoaberto.2016.5238
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