Abstract
O açaí constitui-se como uma das bases da alimentação no Pará, porém cada vez mais tem se discutido a contaminação microbiológica e eficácia dos tratamentos térmicos empregados. A inativação da enzima peroxidase após o branqueamento do fruto pode ser considerada um bom marcador de emprego adequado desta técnica. Assim, o presente estudo objetivou identificar a enzima peroxidase e microrganismos patogênicos em açaí após o processo de tratamento térmico. Foram coletadas 30 amostras do produto, sendo efetuada pesquisa de Coliformes á 45°C e Salmonela spp., além de obtenção do extrato enzimático para determinação da atividade da peroxidase de acordo com a técnica da espectofotometria. Os resultados apontam que 60% das amostras de polpa de açaí branqueada comercializada mantiveram-se inadequadas para o consumo humano, apesar de 100% das amostras apresentarem ausência de Salmonella spp. Em relação à atividade de peroxidase, identificou-se 793,07 UPOD/g e de 38.537 unidades em 100g de polpa branqueada. Ressalta-se, porém a necessidade de perpetuação desta linha de estudo com estabelecimento da temperatura ótima para inativação da peroxidase e possibilidade de regeneração enzimática, evitando as indesejáveis alterações organolépticas do produto comercializado e aumentando seu tempo e vida útil.
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Dantas, T. B., & Da Silva, S. M. R. (2018). Identificação da enzima peroxidase e de microrganismos patogênicos em açaí (Euterpe oleracea M) após o processo de branqueamento. Revista Brasileira de Tecnologia Agroindustrial, 12(2). https://doi.org/10.3895/rbta.v12n2.7468
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