Estado de mal convulsivo na urgência pediátrica: estudo retrospectivo de cinco anos

  • Santos M
  • Nzwalo H
  • Monteiro J
  • et al.
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Abstract

Introdução/Objectivos: O estado de mal epiléptico (EME) é a emergência neurológica mais comum na infância. Pode associar-se a mortalidade e morbilidade elevadas, traduzida em défices neurológicos focais, perturbação do desenvolvimento e epilepsia. Os objectivos deste estudo foram descrever a epidemiologia, a mortalidade e morbilidade do EME convulsivo e avaliar os fatores preditivos do seu prognóstico neurológico, cognitivo e comportamental. Material e Métodos: Estudo observacional, retrospectivo e analítico. Foram analisados os processos clínicos das crianças admitidas na Urgência Pediátrica do Hospital Garcia de Orta com diagnóstico de EME convulsivo entre um de Janeiro 2002 a 31 de Dezembro 2006. As variáveis estudadas foram: idade na crise e idade atual, sexo, tipo de crise epiléptica, duração e etiologia da crise epiléptica, défice neurológico, epilepsia, crises epilépticas, desenvolvimento psicomotor e comportamento. Relativamente às últimas cinco variáveis foram analisados os dados prévios e posteriores ao episódio de EME. O tratamento dos dados foi efectuado com os programas Excel2007® e SPSS 15.0®. Resultados: Foram admitidas 29 crianças, com 33 episódios de EME com idades compreendidas entre os nove meses e os cinco anos, não foram encontradas diferenças na distribuição entre sexos (masculino: 12; feminino: 17 – p = 0,46). A etiologia do EME foi febril em 16 crianças, sintomática remota em sete, relacionada com epilepsia idiopática/criptogénica em cinco crianças e não classificável em um caso. O tempo médio de seguimento foi de seis anos e quatro meses. Não se verificaram mortes associadas ao EME. Verificou-se deterioração do estado neurológico prévio em duas crianças (8,7%). Foi diagnosticada epilepsia subsequente ao EME em três (13%) crianças. Conclusões: Esta revisão retrospectiva sugere que o EME está associado a um melhor prognóstico do que o registado há algumas décadas atrás. Verificou-se uma evolução mais favorável no estado de mal febril relativamente às outras etiologias.

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Santos, M. I., Nzwalo, H., Monteiro, J. P., & Fonseca, M. J. (2012). Estado de mal convulsivo na urgência pediátrica: estudo retrospectivo de cinco anos. Acta Médica Portuguesa, 25(4), 203–206. https://doi.org/10.20344/amp.61

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