Mortalidade e morbidade da cidade do Rio de Janeiro imperial

  • Marcílio M
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RESUMO: Trata o artigo dos primeiros resultados de um Projeto de pesquisa sobre a "História Social da Saúde no Brasil (séculos 18 e 19)" que estamos desenvolvendo. Contortnalizamos sumariamente as condições sanitárias do Rio de Janeiro, durante o Império e a ação do Governo e da Academia Imperial de Medicina. Calculamos os níveis de mortalidade geral e diferencial (livres e escravos e mortalidade infan-til). Descobrimos que anualmente e até o final do século, a mortalidade foi inferior à natalidade. O mo-vimento «flanai mostrou-nos que os meses quentes e Úmidos eram os de maior mortandade. Enfim, procuramos mapear a cronologia das grandes epidemias que assolaram a população ca-rioca no século passado e conhecer as principais moléstias crônicas mais mortíferas. A tuberculose pul-monar por si só foi responsável por cerca de 15% das mortes em todo o período. PALAVRAS-CHAVE: Mortalidade, Morbidade, DemograSa, Rio de Janeiro, Período Imperial I. CONDIÇÕES PROPÍCIAS PARA UM QUADRO DE MORBIDADE ELEVADA Entre os diplomatas da carreira da Europa do século passado diz-se que o pior castigo era sua designação para servir na cidade do Rio de Janeiro. Compreende-se o horror que a cidade lhes causava» onde apesar das belezas naturais inegáveis, o estrangeiro deveria se defrontar com um quadro sanitá-rio e de saúde pública tenebroso. Sistematicamente» ano após ano» pelo menos depois dos anos 1830 e até os primeiros anos do século atual, o número de óbitos superava de longe o dos nascimentos. A relação chegou a atingir em anos de aguda crise de mortalidade, como o ano de 1850» ano da entrada da febre-amarela na cidade» a cifra de 11.192 mortes para 5.817 nascimentos; ou ainda o ano de 1855» quando chega pela Drímeira vez o colera-morbo, quando foram registrados 11.180 mortos para apenas 6.660 nascimentos. Mas em anos digamos "nor-Departamento de História FFLCH/USP.

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Marcílio, M. L. (1993). Mortalidade e morbidade da cidade do Rio de Janeiro imperial. Revista de História, 0(127–128), 53. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.v0i127-128p53-68

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