Abstract
O artigo apresenta os resultados parciais de uma pesquisa empírica realizada entre 2005 e 2007, em uma instituição particular de ensino superior brasileira, com o objetivo de identificar, analisar e avaliar a gestão eficaz do tempo escolar. Foram entrevistados 144 professores, 279 alunos e nove coordenadores, e avaliadas 72 aulas e o calendário acadêmico institucional. Os dados levantados permitiram constatar um fato, no mínimo, alarmante e assustador: mais de 50% do tempo escolar universitário (tempo acadêmico, tempo da aula, tempo planejado, tempo atribuído, tempo na tarefa, tempo de aprendizagem, tempo necessário e tempo de estudo) previsto para uma aprendizagem efetiva por parte dos alunos está sendo desperdiçado ou mal gerenciado. Por esse motivo, a aula tornou-se um produto em falta, o que pode ajudar a compreender melhor os problemas associados à baixa qualidade dos processos de ensino-aprendizagem e o mau desempenho técnico, profissional, humano e político apresentado pelos estudantes.
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Puentes, R., & Aquino, O. (1969). A aula universitária: resultados de um estudo empírico sobre o gerenciamento do tempo. Linhas Críticas, 14(26), 111–130. https://doi.org/10.26512/lc.v14i26.3434
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