Recife, a noiva da revolução: entre os circuitos espaciais da inclusão/exclusão e a resistência urbana contemporânea

  • Nascimento A
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Para alcançar o conclamado direito à cidade são necessárias políticas urbanas de estruturação e planejamento verdadeiramente democráticas e que atuem, sobretudo, na regulação do uso e ocupação do solo. Tais políticas só são possíveis por meio de uma práxis urbana fundamentada em instrumentos de democracia direta. Neste artigo, analisamos o caráter protagonista e revolucionário do Recife na história brasileira, ligando-o às contradições sociais e à evolução dessa cidade como uma das mais desiguais do país. O Recife é, atualmente, palco de uma produção do espaço associada a inovações e a projetos urbanos que produzem circuitos espaciais de inclusão/exclusão, com destaque para o Projeto Novo Recife. Todo esse conjunto de elementos recrudesce o caráter segregativo da cidade e também dá margem para o surgimento de movimentos sociais com estratégias e táticas voltadas para a construção de uma nova prática social, marcada por tentativas de educação para a práxis urbana e por atos de ocupação do espaço público, como pode ser visto, por exemplo, nas atividades culturais e políticas realizadas na região do Cais Estelita. Esse cais, além de ser o local onde se insere o Projeto Novo Recife, é cenário de experiências revolucionárias relacionadas à questão urbana.

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Nascimento, A. S. do. (2015). Recife, a noiva da revolução: entre os circuitos espaciais da inclusão/exclusão e a resistência urbana contemporânea. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, 17(3), 49. https://doi.org/10.22296/2317-1529.2015v17n3p49

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