Abstract
Neste artigo pretendemos refletir sobre as inovações do Estatuto da Criançae do Adolescente (ECA) a respeito da intervenção junto a crianças e adolescentes autores de ato infracional, e apresentar as contribuições dapsicanálise por meio da escuta singularizada. Pensaremos as possibilidades e limites das medidas socioeducativas como uma ação que convoca à produção de sujeitos. Considerando que o sujeito para o discurso psicanalítico é atravessado por um desamparo estrutural que anuncia aimportância fundamental da sua inscrição na relação com o outro, faz-senecessária uma apresentação das diferenças entre os conceitos de sujeitosubjacentes aos discursos jurídico e psicanalítico. É preciso, ainda, fazer umbreve histórico das posições jurídicas adotadas a respeito da criança e doadolescente. Encerramos com a apresentação de um caso ilustrativo.Concluímos que as medidas socioeducativas propõem a reinserção social, a readaptação, o ajustamento social, a integração à família e à sociedade. A psicanálise sustenta que a construção de um novo projeto de vida só é possível no trabalho com o sujeito enquanto aquele que, por meio dapalavra, poderá, de modo singular, responsabilizar-se por seus atos...
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Souza, J. M. P. de, & Moreira, J. D. O. (2014). Psicanálise e Direito: escutar o sujeito no âmbito das medidas socioeducativas. Estudos e Pesquisas Em Psicologia, 14(1). https://doi.org/10.12957/epp.2014.10475
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