Abstract
Este texto discute a formação do cartógrafo colaborando na construção de pistas do método da cartografia. Ao considerar a processualidade na produção de conhecimento, o texto argumenta que tal formação se faz na abertura atenta do corpo ao plano coletivo de forças em meio ao mundo. O aprendizado e a transformação do pesquisador se fazem no acompanhamento dos efeitos das ações de pesquisa, produzem habilidades e rigor ético. Varela e Latour nos dão suporte na afirmação de que a formação do cartógrafo se faz como inscrição corporal, é acompanhada por processos de corporificação do conhecimento e práticas que configuram regimes de afetabilidade. Neste sentido, aponta para a necessidade de ativação do potencial de ser afetado para além de sua função sensível trivial, ativando uma dimensão de virtualidade que só se amplia à medida que é exercitada. Concluímos que ao pensar na formação do cartógrafo pensamos na produção de mundo.This paper examines the cartographer's formation as a collaborator in the construction of clues in the method of cartography. By considering the process involved in the production of knowledge, the authors defend that this formation is achieved by the attentive opening of the body to the collective level of forces present in the world. The researcher's learning and transformation take place through the follow-up of the effects of research actions, developing abilities and ethical standards. Varela and Latour support our affirmation that the cartographer's formation occurs as a corporal inscription, alongside processes of embodiment of knowledge and practices which constitute affectability structures. In this sense, it suggests the need to activate the potential to be affected beyond the trivial sensitive function, activating a virtual dimension that is only expanded to the extent that it is exercised. We conclude that, by reflecting on the cartographer's formation, we are reflecting on his construction of the world.
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Pozzana, L. (2013). A formação do cartógrafo é o mundo: corporificação e afetabilidade. Fractal : Revista de Psicologia, 25(2), 323–338. https://doi.org/10.1590/s1984-02922013000200007
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