Colelitíase - uma revisão abrangente sobre a epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico, abordagem conservadora e cirúrgica

  • Gomes R
  • Andrade A
  • Oliveira G
  • et al.
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Abstract

A colelitíase, também conhecida como cálculos biliares, é uma condição comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Epidemiologicamente, é mais prevalente em mulheres, especialmente na faixa etária entre 40 e 60 anos, embora também possa ocorrer em homens e em idades mais jovens. A fisiopatologia da colelitíase está relacionada à supersaturação da bile com colesterol, pigmentos biliares ou ambos, levando à formação de cálculos. Fatores de risco incluem obesidade, dieta rica em gordura e rapidamente digeríveis, gravidez e uso de contraceptivos orais. O diagnóstico da colelitíase geralmente é realizado por meio de ultrassonografia abdominal, que é altamente sensível na detecção de cálculos biliares. Outros exames de imagem, como tomografia computadorizada e colangiopancreatografia por ressonância magnética, podem ser utilizados em casos específicos. Além disso, exames laboratoriais podem revelar elevações nos níveis de bilirrubina e enzimas hepáticas. Na abordagem conservadora da colelitíase, os pacientes assintomáticos podem ser monitorados ao longo do tempo, especialmente se os cálculos forem pequenos e não complicados. Mudanças na dieta, como redução da ingestão de gordura, podem ajudar a prevenir a formação de novos cálculos e aliviar os sintomas. No entanto, quando ocorrem sintomas como dor abdominal intensa, náuseas e vômitos, a cirurgia torna-se necessária. A abordagem cirúrgica padrão para colelitíase é a colecistectomia, que pode ser realizada por laparoscopia ou cirurgia aberta, dependendo da gravidade da condição e das características do paciente. A colecistectomia laparoscópica é preferida devido a menores taxas de complicações e tempo de recuperação mais curto. Durante o procedimento, a vesícula biliar, onde os cálculos geralmente estão localizados, é removida, aliviando os sintomas e prevenindo complicações futuras. Por fim, o tratamento da colelitíase envolve uma abordagem multidisciplinar, que pode variar desde observação conservadora até intervenções cirúrgicas, visando aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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Gomes, R. L., Andrade, A. F. F. de, Oliveira, G. L. de, Amaral, J. O., & Dornelas, M. C. S. (2024). Colelitíase - uma revisão abrangente sobre a epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico, abordagem conservadora e cirúrgica. Brazilian Journal of Health Review, 7(2), e67850. https://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-051

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